CLT vs PJ: custos ocultos e segurança
A proposta PJ costuma parecer maior no papel porque compara faturamento bruto com salário líquido CLT. Sem anualizar benefícios e sem descontar custos da empresa, a conta favorece artificialmente o CNPJ. Esta ferramenta equaliza os dois lados.
1. O que a CLT embute além do líquido
Além do salário mensal líquido (após INSS e IRPF), o celetista recebe 13º, férias com adicional de um terço, depósito de FGTS e, com frequência, VR/VT e plano de saúde. Somar tudo no ano e dividir por 12 é a “média mensal real” — a métrica justa da comparação.
2. Custos ocultos de ser PJ
Contabilidade, pró-labore, DAS ou outros impostos, equipamento, internet, INSS do contribuinte individual e ausência de férias/FGTS pagos pelo contratante corroem o faturamento. Há também o risco comercial: sem estabilidade celetista, períodos sem contrato zerám a receita.
3. Segurança e previsibilidade CLT
A CLT oferece piso de direitos (aviso, seguro-desemprego, FGTS, 13º) e previsibilidade de caixa. Mesmo quando a média mensal real fica próxima da PJ, o valor da proteção social pode pesar na decisão — sobretudo com dependentes ou financiamento de longo prazo.
Perguntas frequentes
Por que anualizar a comparação CLT vs PJ?
Na CLT existem 13º, férias com 1/3, FGTS e benefícios que não aparecem no salário líquido mensal. Anualizar e depois dividir por 12 revela a média mensal real, forma justa de comparar com o faturamento PJ.
O FGTS entra como dinheiro no bolso?
O FGTS é patrimônio do trabalhador depositado pelo empregador. Incluímos o depósito anual na média real da CLT porque faz parte da remuneração total, ainda que o saque tenha regras específicas.
Como estimar o imposto da PJ?
Informe a média mensal de DAS ou impostos da sua empresa. A calculadora usa exatamente o valor declarado, sem inventar alíquota.
Continue em salário líquido, rescisão CLT ou no hub de calculadoras.