Inflação, Selic e o impacto no custo de vida
O IPCA mede a variação de preços da cesta de consumo das famílias. Quando o dinheiro fica parado, o saldo nominal permanece igual, mas compra menos bens e serviços — é a erosão do poder de compra. A Selic, taxa básica de juros, é a referência dos investimentos de renda fixa atrelados ao CDI/Tesouro; comparar os dois mostra o custo de oportunidade de não investir.
1. Dinheiro parado
Manter recursos em conta corrente sem remuneração preserva o valor de face, mas o poder de compra cai aproximadamente na mesma proporção do IPCA acumulado em 12 meses. Esta calculadora traduz essa perda em reais.
2. Correção pelo IPCA
O valor corrigido pela inflação é o montante necessário para comprar o mesmo conjunto de bens após 12 meses. É a régua do “empatar” com o custo de vida — não um rendimento.
3. Rendimento atrelado à Selic
Aplicar 100% da Selic no mesmo horizonte ilustra o ganho bruto teórico da taxa básica. O valor exibido é bruto — não desconta Imposto de Renda sobre o rendimento (na tabela regressiva, aplicações de 361 a 720 dias sofrem 17,5% de IR sobre o ganho). O ganho real aproximado é a diferença entre esse rendimento e a correção pelo IPCA — útil para contextualizar decisões de poupança frente à inflação do custo de vida.
Perguntas frequentes
O que esta calculadora compara?
Três cenários: dinheiro parado (perda de poder de compra), valor corrigido pelo IPCA e rendimento bruto teórico atrelado à Selic.
De onde vêm o IPCA e a Selic?
Os percentuais vêm da tabela de indicadores nacionais no banco de dados, alimentada com referências oficiais do Banco Central.
O rendimento Selic já desconta imposto?
Não. O cenário Selic mostra o rendimento bruto teórico a 100% da taxa. IR, IOF e spreads de produtos não entram nesta simulação.
Veja também a calculadora de salário líquido, o IPVA por estado ou o hub de calculadoras.